
Não sabia o que fazer. Pensou em pular, mas poderia não dar certo, poderia não atingir o seu objetivo.
A dúvida pairava sobre seus pensamentos. Sua consciência dizia-o para voltar, mas já era um pouco tarde para pensar nessa hipótese.
O medo o consumia, mas sabia que não tinha mais razão para ficar. Precisava fazer o que tinha de ser feito.
Hesitou por alguns instantes.
Pensou em sua mãe, pai, familiares. amigos e todos que deixara para trás. Sentiu-se covarde, mas precisava salvar-se daquele tormento.
De repente, todas as lembranças vieram a seus pensamento, como se sua vida, passasse feito filme e, em câmera lenta, observava a última cena, dando chance para reparar nos mínimos detalhes e julgar, se valeria ou não a pena desistir ou continuar.
Então, em movimentos suaves, fechou seu olhos, tentando limpar seus pensamentos, abriu os braços e, na eminência de um possível salto, começou a orar.

Um comentário:
Pra começar, eu tenho que enfatizar o tamanho da minha saudade! :(
E agora eu descubro que, além de fotografar e desenhar incrivelmente, você ainda escreve!
Me mata de orgulho esse guri!
Sempre que puder estarei por aqui, matando um tiquinho da saudade por meio dos teus devaneios.
Beijo enorme, anjinho! Se cuida e me dá notícias sempre! :*
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